Informações sobre Genealogia e História de Família

 

Quem se interessar verdadeiramente pela genealogia não poderá decerto ser indiferente ao conhecimento de factos e de pessoas que, à medida que pesquisamos, nos vão sucessivamente aparecendo.
Daí que, em boa verdade, se deva dizer que a genealogia é apenas a primeira parte de um longo e interessante trabalho de investigação da história de família.
Para esta finalidade há assim inúmeras fontes – arquivos, bibliotecas, livros e documentos – das quais nos podemos socorrer.
Parti no meu trabalho da quase total ignorância acerca do que podia encontrar e onde. Posso assim facilmente compreender e tentar ajudar os que agora começam.
 

Não deixo de lembrar que, antes de mais são naturalmente imprescindíveis os arquivos pessoais. Convém de tudo tomar nota começando por escrever as memórias dos mais velhos e coleccionar tudo o que possa ser relevante para a investigação de história de família. Guarde-se pois tudo : retratos, pinturas, documentos e relatos, fotografem-se objectos e locais. A tudo se deve importância sem no entanto esquecer que, mesmo com toda a boa-fé, os factos e lembranças transmitidos pelos familiares são falíveis; porque há sempre a tendência a exagerar, sobrevalorizando os aspectos positivos e omitindo os negativos, ou até o inverso, e por vezes introduzindo alguma confusão. Servem contudo de referência, sempre a confirmar.

As primeiras fontes de investigação genealógica são os registos de nascimento, casamento e óbito. Convém pois, em primeiro lugar, dar uma ideia de como funcionaram ao longo do tempo.
De forma sistemática e organizada começaram a fazer-se a partir do Concílio de Trento que decorreu entre 1545 e 1563, o qual impôs que os sacerdotes passassem a registar em livro, de acordo com um formulário nem sempre cumprido, os baptismos, casamentos e óbitos ocorridos na sua paróquia. São os chamados registos paroquiais.
É importante saber que, embora com excepções, as paróquias não correspondem exactamente às actuais freguesias.
Nestes livros encontramos pois a informação mais relevante entre os séculos XVI e XIX (e início do séc. XX).
Com a implantação da República os registos passam a ser da responsabilidade do Estado laico. Como consequência os livros dos registos paroquiais passam para a posse do Estado, à guarda das Conservatórias de Registo Civil. A transição acontece em meados do ano de 1911.
No entanto há algumas particularidades de que convém dar conta.
Esclareça-se que enquanto nos registos paroquiais se referenciavam os baptismos, e normalmente neste era indicada a data de nascimento, depois no Registo Civil passaram a considerar-se apenas os nascimentos, como de resto é lógico para que tal possa ser universal, envolvendo todos os cidadãos.
Nos registos de baptismo o indivíduo era registado pelo seu nome próprio – normalmente só um, o primeiro – e pelo nome dos progenitores. Pai com nome e apelido, a mãe às vezes só com o nome próprio.
Antigamente o nome completo não era fixo. Por vezes encontramos a mesma pessoa referenciada com nomes parcialmente diferentes. Era mais frequente ser fixado a partir do casamento. Daí que a identificação completa de uma pessoa, distinguindo-a de uma homónima por exemplo, passa também pelo conhecimento dos avós e do local de nascimento.
Um outro pormenor que não devo deixar escapar é também o de haver por vezes mais que um filho com o mesmo nome. A mortalidade infantil era antigamente muito grande e, com frequência, quando um filho morria dava-se o mesmo nome a outro. Assim quando procuramos alguém que sabemos ter existido e entre duas datas possíveis, é mais fácil fazê-lo ‘andando para trás’, garantindo que encontramos o último com aquele nome, logo o que terá sobrevivido.
Convém notar que, para além dos registos referidos, se podem ainda encontrar nestes livros outros documentos e informações de interesse. Há por exemplo os registos de legitimações, de crismas, testamentos, etc.

Tenha sempre à mão, referente à zona geográfica cujos registos está a investigar, um mapa e um roteiro. No entanto, tal não dispensará a consulta a um bom dicionário corográfico (ver bibliografia).

Mais tarde, quando pretendemos confirmar e aumentar a nossa informação sobre antepassados, recorremos a muitas outras fontes e consultamos outras entidades.
Vou dar conta como é natural das principais entidades que consultei e o que em cada uma se poderá encontrar de útil para os nossos propósitos.
Embora a minha experiência tenha mais a ver com as instituições desta cidade creio bem que nas congéneres no resto do país se poderão encontrar as mesmas informações e documentos.

Passo a enumerar as principai
s :

 

Conservatórias de Registo Civil ...

Arquivos Distritais ...

Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ...

Arquivo Histórico Municipal do Porto ...

Arquivos Judiciais ...

Bibliotecas ...

Cemitérios, Ordens Religiosas e Juntas de Freguesia ...

Outras entidades ...
 

Uma última palavra sobre a bibliografia.
Não é fácil a inventariação das obras publicadas que nos podem ser úteis para o fim em vista tal é a sua dimensão.
Não obstante, tenho utilizado mais este método, tenho recorrido à consulta da bibliografia anexa em obras mais especializadas, consoante o assunto que me interessa procurar. A internet dá-nos aqui uma valiosa ajuda e a visita a livrarias e alfarrabistas não é de dispensar.

Mesmo assim não deixo de indicar uma listagem de algumas publicações que achei particularmente interessantes para o meu trabalho, e sobre as quais faço um pequeno comentário.

Bibliografia ...
 

Com as naturais reservas relativas a algum lixo que abunda na internet, é no entanto uma fonte a que não podemos deixar de deitar mão.

Internet ...
 

Finalmente ainda uma palavra acerca de programas informáticos de auxílio. Há-os às centenas, basta procurar.

Deixo apenas uma sugestão : PAF (Personal Ancestor File). É gratuito e tem imensas possibilidades. Descarregue-o em na página da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

 

 

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